Dom José Alberto Moura, CSS
Arcebispo Metropolitano de Montes Claros - MG
Pedro e Paulo - Baixar Animação.pps
Numa só festa comemoramos Pedro e Paulo.
Ambos foram martirizados em Roma. A sepultura do primeiro se encontra
embaixo do altar mor da basílica do Vaticano. Os restos mortais do
segundo se encontram na basílica com seu nome, fora dos muros antigos de
Roma. Deram a vida para serem fiéis à resposta ao chamado de Jesus,
testemunhando sua divindade. Não fosse sua convicção de fé não se teriam
sacrificado, dando tudo de si na missão recebida de levar a todos
Evangelho. São sustentáculos da Igreja instituída pelo Divino Mestre.
Pedro, colocado como chefe da Igreja,
nos dá a garantia de seguirmos com segurança o caminho de Jesus, tendo a
força de sermos, como Igreja, grande farol indicativo do caminho que
leva à vida plena. Na sua realidade humana confiou plenamente na força
do Senhor para realizar a incumbência oferecida pelo Ressuscitado:
“Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,16); “Tu és Pedro e sobre esta
pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão
contra ela. Dou-te as chaves do reino dos céus, e o que ligares na terra
será ligado nos céus” (Mateus 16, 18-19).
Paulo, convertido após Jesus ter
realizado sua missão de nos salvar, dedicou-se totalmente a espalhar de
modo ardoroso e destemido a Boa-nova de Jesus por onde pode estar
presente, convicto do envio que Jesus lhe fez: “Tenho, porém, a ambição
de pregar o Evangelho onde Cristo não foi ainda anunciado”(Romanos
15,20). Sua grande preocupação: “Não tenho, de fato, de que gloriar-me,
se eu anuncio o Evangelho; é um dever este que me incumbe, e ai de mim,
se não pregasse!” (1 Cor. 9,16). A fé move sua pregação: “Acreditei; por
isso, falei” ( 2 Cor. 4,13).
Estes dois baluartes da Igreja
instituída por Jesus nos dão, além do mais, as seguintes seguranças na
caminhada como verdadeira comunidade eclesial de Cristo: o ensinamento
surgido de Jesus e transmitido pelos Apóstolos. Pedro nos garante a
solidez da fé no Ressuscitado; Paulo nos forma na mesma fé para também
anunciarmos a pessoa do Salvador e o que Ele nos ensinou através dos
Apóstolos. Não podemos abrir mão de nossa fé, sendo verdadeiros
seguidores ou discípulos de Jesus. Não podemos também abrir mão de nossa
vocação e ação missionária, tão necessárias no mundo de muitas
propostas desviadoras dos valores do Evangelho. A sucessão apostólica
nos dá base para compararmos os ensinamentos, mesmo sobre Jesus e seu
Evangelho, com sua sustentação doutrinária e magisterial. O diálogo com
as culturas e religiões nos favorece, com a força da autoridade de
Pedro e Paulo, para termos a nítida revelação de Jesus com a certeza da
autoridade dada a estes apóstolos e seus sucessores. Deste modo,
respeitamos a todos, mas não deixamos de mostrar nosso entendimento, com
o valor da pessoa do Ressuscitado e de seus ensinamentos, que podem ser
coincidentes com outros irmãos de outras confissões religiosas. O
melhor é justamente nossa fraternidade para, em coerência e nitidez
sobre os ensinamentos de Jesus, ajudarmos a sociedade a viver mais na
justiça, na solidariedade e na paz. A Igreja é instrumento de serviço
para a humanidade, promovendo a ética, a dignidade e a vida plena para
todos.
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