Muitas simpatias envolvendo a imagem de Santo Antônio
surgiram com os anos, mas padre Linson Rodrigues destaca que são heresias
Mais que um santo de devoção, para Beatriz Cristina
Gonçalves, Santo Antônio é um companheiro. Para ela, que faz aniversário nesta
segunda-feira, 13, dia de Santo Antônio, ele é aquele amigo que sempre a
escuta.
Esse é um ano muito importante para Beatriz: é o ano de seu
casamento. “Eu pedi a Santo Antônio que estivesse comigo nesse dia. Pedi a ele
que eu pudesse me casar na casa dele. A Catedral Santo Antônio de Guaratinguetá
é muito concorrida, mas eu pedi a ele e consegui marcar meu casamento lá no dia
que planejava. Acredito que foi uma intercessão dele”, conta a jovem.
Sempre muito compadecido com os pobres, Santo Antônio casava
muitos deles sem exigir nenhuma contribuição financeira para a igreja, como era
costume na época. Veio daí a fama de "santo casamenteiro".
“Conta-se também que uma jovem muito bonita, que queria
encontrar um marido, fazia todos os dias orações e colocava junto à imagem de
Santo Antônio flores que ela mesma colhia em seu jardim. Já cansada de esperar
ela atira a imagem pela janela que cai na cabeça de um rapaz que se apaixona
por ela e mais tarde eles se casam”, recorda o pároco Lilson Rodrigues da
paróquia Santo Antônio, de Cachoeira Paulista, interior de São Paulo.
Antes de morrer, Santo Antônio prometou que nunca deixaria
de atender um pedido dos fiéis. Com os anos, surgiram simpatias em relação a
imagem do santo, mas como alerta o padre, tais coisas são heresias que nada
condizem com a fé católica.
Mas Santo Antônio é mais que um santo casamenteiro, ele foi
um grande anunciador do Evangelho e para padre Lilson o grande exemplo que
Santo Antônio deixou foi o de uma vida coerente com aquilo que se prega.
“Maior característica de Santo Antônio é a busca por uma
vida coerente. Pois ele sabia que muito mais que anunciar é preciso ter a
vivência da palavra de Deus, mirando o exemplo dos santos”, destaca o pároco.
Nascido em 15 de agosto de 1195, em Lisboa, Portugal, ele
recebeu no batismo o nome de Fernando. Era o único herdeiro de Martinho, nobre
pertencente ao clã dos Bulhões e Taveira de Azevedo.
Fernando teve uma vida farta e estudou nos melhores escolas.
Mas depois ingressar na vida religiosa na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo
Agostinho, o jovem sacerdote pede para
ser transferido para Coimbra a fim de ficar longe do assédio da família que não
aceitava sua escolha pela pobreza.
Nos estudos de filosofia e teologia, ele não encontrou
dificuldade, pois tinha uma inteligência e uma memória formidável, acompanhadas
por grande zelo apostólico e santidade.
Em Portugal, conheceu conheceu a família dos Franciscanos e
se encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, além da vida itinerante
na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as
forças. E é na ordem dos franciscanos que Fernando adota o nome de Antônio.
“Lá ele passa a fazer trabalhos braçais e viver uma vida bem
diferente daquela que ele vivia. Lá ele também conhece a graça da contemplação
e conhece o próprio Francisco de Assis”, conta padre Lilson.
Certa vez, o
supervisor pede para ele fazer o sermão do dia de improviso e todos ficaram
surpresos com sua facilidade e sabedora para anunciar o Evangelho.
Amor aos pobres
Padre Lilson conta que num certo dia, Santo Antônio tomou
todos os pães do convento e distribuiu aos pobres. O padeiro do convento ficou
desesperado pois não tinha o que servir aos franciscanos, mas Antônio pediu
para que ele verificasse na dispensa e ali aconteceu o milagre da
multiplicação.
Assim, a exemplo de Santo Antônio, este ano, Beatriz decidiu
doar alguns pães para sua paróquia, afim de que fossem abençoados e entregues
às famílias. “Mas esse ano não estou pedindo nada, só quero que esses pães
cheguem até a casa das famílias e que as abençoe para nunca faltar alimento a
elas e que sejam felizes”, diz a devota.
Oração de Santo Antônio
Lembrai-vos, glorioso Santo Antônio,
amigo do Menino Jesus, filho querido de Maria Imaculada,
de que nunca se ouviu dizer de alguém que tenha recorrido à
vós,
tenha sido por vós abandonado.
Animado de igual confiança,
venho à vós fiel consolador e amparador dos aflitos.
Gemendo sob o peso dos meus pecados,
me prosto a vossos pés.
Não rejeitais, pois, a minha súplica: (fazer o pedido).
Sendo tão poderoso junto ao Coração de Jesus,
escutai-a favoravelmente e dignai-vos a atendê-la.
Amém.
Nicole Melhado
Fonte : Canção Nova
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