Originário do grego, a
palavra diákonos significa servidor, servente. No Evangelho de João,
eles aparecem servindo nas Bodas de Caná (João 2, 5.9).
O
diaconato é um ministério existente desde a Igreja primitiva. Os Atos
dos Apóstolos descrevem a escolha de sete homens de "boa reputação,
repletos do Espírito e de sabedoria" (Atos 6, 1-6), que seriam
responsáveis pelo cuidado para com os pobres. Após a escolha, os
apóstolos lhes impuseram as mãos, transmitindo o Espírito.
Na
carta de Paulo aos Filipenses 1, 1 os diáconos são apresentados em
íntima relação com os bispos. Na 1ª Carta a Timóteo (3, 8-13) são
enumeradas as exigências provenientes desse ministério, que a principio
são basicamente dois: a direção da comunidade e a prática da caridade.
O
diaconato é um grau do Sacramento da Ordem. O sacramento da Ordem foi
instituído por Cristo e, desde os tempos apostólicos, tem sido exercido
pelos bispos, presbíteros e diáconos. Pela imposição das mãos do bispo, o
diácono recebe, publicamente, de modo irrevogável e definitivo, o
mandato e a missão de servir.
Portanto, a diaconia é uma forma sacramental de participação no
mistério de Cristo-Servo, que "não veio para ser servido, mas para
servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mateus 20, 28).
O
Concílio Vaticano II deu ao diaconato uma grande importância, ao
restabelecer o diaconato "como grau próprio e permanente da hierarquia".
O Concílio menciona como tarefa dos diáconos o Batismo, a distribuição
da Eucaristia, a assistência a matrimônios, o viático, a pregação da
Palavra, o sepultamento, a presidência de cultos, bem como os ofícios de
caridade e administração. "Fortalecidos com a graça sacramental, os
diáconos servem ao povo de Deus na diaconia da liturgia, da Palavra e da
caridade, em comunhão com o bispo e o presbitério" (Lumen Gentium -
Cristo, luz dos povos, 29).
No entanto, antes de ser um serviço, o
diaconato é uma vocação, um dom de Deus à sua Igreja. Por isso, muito
mais que reconhecer os diáconos pelo que eles fazem, devemos
reconhecê-los pelo que eles são.
Muitos diáconos tornam-se
presbíteros. No entanto, outros permanecem diáconos para o resto da
vida. São os chamados diáconos permanentes. A diferença entre eles é que
o diaconato permanente pode ser conferido a homens casados, não sendo
apenas uma preparação para o sacerdócio.
É importante destacar que
o diácono permanente não é ordenado para si mesmo, mas para servir a
uma comunidade. Jamais ele poderá colocar-se acima dos leigos, mas sim,
ser no mundo, junto com os leigos, construtores de uma nova sociedade.
Dessa
forma, diaconato permanente representa uma grande riqueza na vida da
Igreja, pois o diácono permanente é chamado por Deus, de forma
privilegiada, a dar testemunho de vida em comunhão, a partir de sua
família e ambiente de trabalho.
Pe. Maciel M. Claro é missionário claretiano .
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